Se me perguntassem uma coisa que eu gostaria muito de fazer na minha vida, a minha resposta provavelmente seria "gostaria de morrer sabendo que fiz algo para melhorar o mundo ".
Não porque fique bem dizê-lo, não porque seja politicamente correcto, mas porque realmente gostava de conseguir fazer alguma diferença, por mais pequena que seja, na vida de alguém.
Mas a realidade é que nunca o fiz. Pelo menos a sério. Pelo menos da forma que gostaria.
Porque apesar de saber que há tanto para fazer sinto não saber por onde começar. Nem ter os meios. Nem ter a coragem.
E depois faço o pior de tudo, que é não fazer nada.
E depois conheci a história de Malala, que em vez de pensar em fazer, fez mesmo.
Com 16 anos e sem medo não se calou, mesmo depois de levar um tiro na cabeça, mesmo depois de viver num país onde as mulheres são altamente diminuídas pela sociedade.
A Malala recebe hoje o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2013, entregue pelo Parlamento Europeu. E com 16 anos também foi nomeada este ano para o Prémio Nobel da Paz.
Esta menina é uma Mulher com M grande.
E sinto-me muito pequenina perante o exemplo dela.
Que inspiração!